FOR ALL

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Quando você está para fazer algo que nunca fez, é natural que role uma certa insegurança. Ainda mais quando essa “novidade”, implica em PASSAR O SÃO JOÃO PELA PRIMEIRA VEZ NA VIDA FORA DA SUA CIDADE NATAL.

Quando uma amiga chegou com a ideia, eu prontamente disse: NÃO! Como poderia eu, tomar licor, sentir frio, dançar forró e ter medo dos “fogos”, numa cidade que não era minha?

Na altura(de 1,70cm), dos meus 23 anos, percebi que anseio por novidades. Ontem eram 15 e uma angústia me tomava porque meu pai definitivamente não me deixava sair para a festa com as minhas amigas hoje 23… estudo, trabalho e posso tomar algumas decisões sozinha ainda QUE dependa financeiramente dos meus pais, adquirir confiança é uma boa.

Nesse périplo junino em terras desconhecidas, não vou olhar para a praça e “me ver”, quando criança vestida de caipira eu tô muito saudozista, o que com certeza irei ver e obviamente lembrar daqui há um tempo é que estou aproveitando saudavelmente a minha juventude!

Eu não suportaria ver OS MEUS MELHORES AMIGOS, rindo de piadas que eu com toda certeza me divertiria aos montes sem ao menos poder compartilha-las com conhecimento de causa. Tudo isso com um tom de “odeio fazer escolhas”, já que outras MELHORES AMIGAS, estarão em outra cidade, a qual eu deixei para conhecer durante o São João numa outra vez…

Eu sei que vou passar 5 dias sem dormir direito, dançando e ouvindo forró 24h por dia e que passando pela minha cabeça a maior preocupação será: “Com que roupa eu vou?”…e sinceramente isso MUITO me ANIMA!

A passagem de ônibus na minha gaveta, ao contrário do ano passado, não tem como destino Cruz das Almas(minha hometown)…desta vez, embarco para AMARGOSA. Na hometown, eu teria absolutamente TUDO “de grátis”. Troquei o “all inclusive” da casa dos meus avós por uma quantia que está me fazendo falta de alguns relevantes reais que de certo não me trarão arrependimentos.

Pouco mais de 1 semana será suficiente para que eu volte aqui contando as peripécias de uma cambada que antes eu só via reunida no Reveillon, mas que em 2009 acharam pouco a reunião de fim de ano e decidiram que no meio é muito melhor(isso ficou ambíguo)!

E é cantarolando todas as cantigas juninas que eu sei, que espero ansiosamente pela sexta-feira(19), quando enfim começa o tão aguardado SanjãO!

Caso em me recorde de “Cruz” em algum momento, tem aquela história de que a música pode ajudar a curar muita coisa… Então, como diria meu avô: “Toca GonzagãaaaaaaaaO“: “Mas ninguém pode dizer, que me viu triste a chorar/ Saudade o meu remédio é cantaaaaaaaaaaaar…”

A SÍNDROME…

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Oi Oi “meus bonitos”!!!

Diante de uma recente crise de estafa, eis que surge em boa hora, o TEXTO QUE SEGUE no meu e-mail. Eu me identifiquei bastante, foi quase um antibiótico tarja preta na minha mente. A quem interessar possa…lá vai:

A Síndrome dos vinte e tantos*

A chamam de ‘crise do quarto de vida’.

Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..

E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões já não são ‘tão divertidas’… E as vezes até lhe incomodam. E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.

Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal. Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar. Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.

Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.

Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso (a). De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela. O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça… Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?!
FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO… QUE ELE NÃO PASSE!*
A vida não se mede pelas vezes que você respira, mas sim por aqueles momentos que lhe deixam sem fôlego…*

Talvez, ajude a alguém a se dar conta de que não está sozinho em meio a tanta confusão…

Um abraço a todos meus amigos:
Os de vinte e tantos…
(autor desconhecido)