1 ano na rede…

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– Não foi intencional, mas ela nasceu no mesmo mês que eu;

– Quando algo parecia me faltar, ela veio conseguindo me completar;

– Aqueles que pouco de mim conheciam vieram a se aproximar;

– Sentimentos que pareciam difíceis de exprimir em algumas linhas ganhavam simplicidade;

– As maluquices que antes eu tinha medo de confessar, ganharam vida através do nome dela;

– A saudade da “aurora da minha vida, da minha infância querida” pode ser um tanto aplacada com as diversas voltas no tempo que ela me permite;

– Quando eu tô de TPM eu posso transferir pra ela todo o meu mau-humor que a danada consegue passar com clareza o que tô sentindo;

– O meu diário, antes de papel pareceu ganhar vida e muitos “permitidos” leitores;

– Foi uma boa válvula de escape para me encontrar, profundo isso;

– Confirmo aqui a idéia que vivo martelando em quem quiser ouvir: Odeio gente em cima do muro, é preciso TER UMA OPINIÃO FORMADA SOBRE AS COISAS DO MUNDO!

– Quando tracei aqui minhas primeiras “mal traçadas linhas”, tive medo de expor meu ponto de vista…em 1 ano, garanto que isso mudou;

– Maria Aparecida me trouxe amigos, respeito, sorrisos…tanto é que hoje em dia, nunca sei quando sou eu e quando sou ela;

– Desejo:

1) Continuar fazendo ganhar vida essa “menina” tão novinha, mas que já me ensinou e que ainda me trará muita coisa boa!

2) Fazer com que ela pare de falar palavrões!

3) Colocar menos “três pontinhos” nos textos…

4) Escrever com a frequência de 1 ano atrás!

E vocês? O que desejam para a Maria Aparecida? Além de que ela aprenda a andar com as próprias pernas…

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“ÔOO Gaby, eu vou comer seu bolo…”

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Será que eu também me senti “assim assim” na barriga da Minha Mãe, quando eu estava prestes a encontrar a “luz” da sala da maternidade e receber do obstetra um tapão na bunda pra “chorar”!?

É…eu acho que eu devia tá “assim assim”. Eu não sabia o que viria pela frente. Até então era tudo quentinho, eu tava bem protegida, minha mãe sentiria se eu estivesse com fome, se queria fazer pipi, ou se queria beber água. Eu não conhecia mais ninguém além dela. Tava bem quietinha, grandona naquela barriga que Deus me deu a sorte de habitar por uns 9 meses.

Eu não sabia o que viria pela frente. No entanto, garanto que nem demorou para que eu sentisse que era/sou uma menina de sorte. Aos poucos fui reconhecendo que eu não estava só. Pra começar, tive que aceitar que ali na minha “antiga moradia”…ou seja, na barriga da Mamãe, já tivera outro habitante. SIM. Eu tenho um irmão. Ah…e tenho também 11 tios…os primos não demoraram a vir…mas a parte mais brilhante da história: Eu tenho avós maravilhosos, que fazem juz aquele ditado que diz, “Os avós são pais duas vezes”. Tive ainda uma oportunidade que nem todo mundo tem na vida…Eu mesma escolhi os meus “Padrinhos Mágicos”.

Passei por vários momentos onde pude tomar e fazer as minhas próprias escolhas. Isso tem um preço. Quando escolhem por você, caso dê errado, você tem a segurança de colocar a culpa em quem lhe “roubou” as rédeas da situação…porém quando você mesma tem a chance de decidir, o que vier a acontecer de errado é uma responsabilidade inteiramente SUA.

Um microfone tacado na testa de um coleguinha; uma boneca esquecida no play do prédio; Always ou Sempre livre; um namoro que seu pai não aprova completamente; uma faculdade que você não pôde continuar; um namoro que teve que acabar, seus pais indo morar em outra cidade; escolher uma outra faculdade; mudar-se novamente de cidade, fazer novas amizades…

Eu não sabia o que viria pela frente…3, 10, 13…23. Não dava pra saber há um tempo onde eu estaria quando completasse essa idade. Mas lembro de uma certa vez ter posto num papel que em 23 de março de 2009, eu completaria 23 anos. Sexo: Feminino. Estado civil? Solteira. Não tenho filhos…contudo, desde o início do ano tem uma ficha caindo na minha cabeça afirmando que além de estar “me tornando” irrevogavelmente ADULTA, eu tenho uma profissãO.

Profissão? PROFESSORA. É assim que tenho sido chamada ultimamente…até mais do que pelo meu próprio nome. Eu escolhi…e é graças as minhas escolhas, que até então têm sido acertadas, com uma parcela altíssima da base que me foi dada pela família que fui presenteada em março de 1986…que vou seguindo a minha estrada planejando cada passo para ter sempre uma noção do que virá pela frente. Mas olha Deus…eu queria dizer que só tenho a agradecer e que não tô reclamando de nada. Digo e repito: Deus me ama tanto, que eu chega fico sem graça!

Depois desse discurso de Aniversariante, eu passo a voz aos meus amigos que de certo são muito amados e queridos, hoje eu tô danada na rima, pra me dizerem tudo aquilo que eu jamais irei cansar de ouvir…

Parabéns pra MIM…

Mais uma dose…

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A vontade que que dá? É de sair. Sim, sair. Porque se eu olho para os 4 cantos do meu quarto, entre cd’s, livros, Tv, revistas, Cruzadinhas e Caça-palavras da Coquetel, fico On e fico Off no Msn e não encontro a danada da Inspiração…é porque essa safadinha só pode estar do lado de fora desse meu quadrado aqui.

Vamos supor agora, que eu entre num Bar. Não necessariamente o mais próximo da minha casa, porque no caso de algum dia eu entrar ali, tenham certeza: Ou eu fui forçada ou não estava no meu juízo mais-que-perfeito. Então…mais adiante achei um Barzinho (um tanto quanto condizente a minha pessoa…mesmo sabendo que lugar de moça não é no Bar tá, Tio Sid)…nesse barzinho, eu com toda a minha educação, chego no balcão e pergunto: “Moço…traz uma dose de Inpiração, por favor!”. O sujeito sem mais delongas olha na minha cara e diz: “Tem não Senhorita…a última garrafa que tinha acabaram de comprar. Mas ainda tem uma quantidade de Paciência que dá 5 doses. Aceitaria a substituição”? Parei pra pensar uns 30 segundos…peguei o celular e liguei para uma “Tal amiga”, a qual eu bem sabia que iria adorar me acompanhar com aqueles copos de Paciência.

Em muito menos de meia hora, já estávamos bêbadas. Ela não abandonava o copo com gelo e limão…enquanto eu não abria mão que o meu tivesse só gelo…Como diria aquele cara lá da “nova novela”: “Não tá sendo auspicioso” para mim coisas azedas ou amargas.

O sabor da Paciência? Vamo lá…é algo assim tipo wisky, saca? Os primeiros goles são terríveis, mas em boa companhia vai se tornando agradável até chegar o momento em que você vai se pegar dançando em cima da mesa. E assim foi!

Terminada aquelas 5 pouquíssimas doses de Paciência…o garçon chega discretamente à nossa mesa avisando que uma nova caixa de Inpiração, chegou!

Esquece o “gelo” e o “limão com gelo”! Preferimos tomar as infinitas doses de Inpiração, cawboy mesmo, pra não perder nenhuma percentagem dos efeitos colaterais. O sabor? Eu classificaria como: “Bebida de mulher”…doce, doce, doce…

Saímos do Bar, com as nossas sandálias de salto fino na mão. A maquiagem não estava mais tão tão cintilante…mas os vestidos acinturados de tafetá, ainda estavam elegantérrimos.

No rumo de casa? Eu continuava na mesma cidade. Já a minha “tal amiga” viajaria quilômetros…porque ela mora em outro Estado. Mas de uma coisa, podíamos ter certeza: A solidão, pode sim trazer Inspiração…mas a “Inspiração” que eu buscava não se encontra sozinha. Seja para falar de amores, ou dores, experiências ou até mesmo da falta delas…a uma conclusão eu já posso ter chegado. E como várias e várias coisas na vida a minha resolução teve um final bastante clichê. É como diria o poeta: “Fundamental é mesmo o amor. É impossível ser feliz sozinho”!