12 Casas…

 

  

Vai dizer que você nunca leu? Nem por curiosidade? Vai dizer que ninguém nunca perguntou qual é o seu?

   A maioria das pessoas já buscou alguma informação, ao menos uma vez na vida sobre os “signos”. Até quem não gosta ou não acredita, já ouviu falar algo sobre o assunto, nem que tenha sido através do desenho “Os Cavaleiros do Zodíaco”.  A questão é que, jornais, revistas, programas de rádio e de tv, trazem diariamente “dicas”, explanações que “cabem” a determinados indivíduos.

    Não posso dizer que baseio a minha vida em volta disso…mas admito, simpatizo bastante. Vivo analisando pelo signo, os meus amigos, familiares, colegas…acho até divertido. Sempre aparecem exceções…mas geralmente dá certo. As pessoas que possuem o signo semelhante…tendem a ter um comportamento similar. Não posso responder por todos, mas na minha análise pessoal,  garanto, dá certo, hehehe.

    Os astrólogos dividem os signos em 4 Elementos, sendo eles:

Elemento Fogo: Áries, Leão e Sargitário. São geralmente pessoas dinâmicas, entusiastas, confiantes, impacientes e com grande espírito de liderança. É desse grupo que faço parte, Rs.

Elemento Terra: Touro, Virgem e Capricórnio. Temos aqui, pessoas passivas, reservadas, disciplinadas, confiáveis e práticas. As pessoas que conheço com estes signos citados, são basicamente assim, juro!

Elemento Ar: Gêmeos, Libra e Aquário. Aéreos, alegres, comunicativos, sociáveis, super curiosos e eternos aprendizes. Tenho muito próximo de mim, pessoas com estes signos e sei bem o que os deixaria enlouquecidos. Bastaria trancafiá-los entre quatro paredes. Eles odeiam se sentir presos.

Elemento Água: Câncer, Escorpião e Peixes. O clube dos receptivos, sensíveis, reflexivos e que buscam incessantemente por segurança. Amo loucamente meus amigos e familiares destes signos, mas confesso, Água e Fogo pra combinar…é um tanto difícil.

   Quando passei a me conhecer melhor, procurei uma explicação para o meu egoísmo. Por que tudo tem que ser “primeiro EU, segundo EU e terceiro? Eu. Áries, primeiro signo do zodíaco. Extrovertidos, líderes, autoconfiantes, criativos, ardentes, atraentes, inconsequentes e indisciplinados. A impressão que eu tenho é de que o ariano tem um ímã que atrai outros arianos, eles são em maioria no meu círculo de amigos. Mel, Lazunga, Guiu, Richard, Tio Sid…geniosos e geniais.

   Dizem os astrólogos que Touro é pacato e monótono para a pessoa de Áries. Discordo. Andressa, Josy, Damile e Fabi…vocês são praticamente uma “Rave” na minha vida. Responsáveis por manter meu coração a mil por hora, mesmo com tanta doçura e ao mesmo tempo “cavalgadura”. Rs.

   Gêmeos? Encontrei minhas almas gêmeas. São extrovertidos, alegres e com uma personalidade por vezes parecida com a minha: Piu, Phillipe(16), eu poderia dizer que vocês são o meu avesso algumas vezes.

   Tem nome de doença…mas as vezes é isso mesmo. Uma relação complicada mas transbordando de amor: Câncer. Câncer acha Áries instável. Taty, o que você tem a dizer sobre isto?

   Em Leão vejo dinâmica, entusiasmo e muita energia. Pessoas que amo intensamente, onde há um entendimento e uma admiração mútua: Mamãe, Carol Lordello, Aline Bastos(querida)…

   Pode sim ocorrer algum desentendimento. Os virginianos são muito metódicos pra mim, mas o signo de Virgem, sabe amar, proteger, zelar…né Minha Vó Zuleica? O que dizer então de Janete?

   No signo que me complementa existe uma grande admiração mútua. Libra! Movimentam a minha vida social: Irmãozinho, Kk(sempre), Vovô Alfredo e ela: Dani Lopes.

   Duplamente agressivas. Como é que a gente pode se amar tanto Juliana Fonseca? Escorpião. Com a gente não tem veneno, cumplicidade total, sintonia absoluta? Admita, eu sempre tenho resposta para as suas perguntas! Rs.

   Excelente combinação. A franqueza mora aqui. Risada garantida…senso de humor absurdo: Sargitário é sinônimo de sorriso na minha vida. Val(madrinha), Danizinha…plenas!

   Aquário: Um pote cheinho de afinidades verdadeiras. Dizem os astros que aqui pode surgir um grande amor. A amizade rola fácil e o afeto é indiscutível. Meu pai, Déa(Bianca), Claudinha…(suspiros).

   Nessa combinação tensa…eu diria a mais difícil de todas pra eu me relacionar há quem fique na rede. Peixes. Uma personalidade sensível demais, eu diria. Lloza(amiga amuleto), Gabriel e Lucas(primos): indispensáveis.

 

   Milhões de palavras e declarações porque uma ariana(o) genuína(o), jamais será tímida(o), ao contrário, costuma se declarar de modo impetuoso!

  

 

 

 

 

 

“Amor em cheque”…

  

   Todo mundo ao menos uma vez na vida, já deve ter parado pra pensar sobre o “Amor”. Mas quem inventou o amor? Adão e Eva no Paraíso? Deus? Os homens? Quem?

   O que se sabe, mesmo sem já tê-lo conhecido, é que trata-se de um sentimento. No entanto, os sentimentos podem ser bons e ruins. Já ouvi dizer que o amor e o ódio andam juntos. O amor deixa o nosso coração extremamente acelerado? Ah…o ódio também. O amor nos faz tomar atitudes impensadas? O ódio…também. Mas dependendo do contexto, fica mais agradável avaliar como encontramos o Amor do que como encontramos o ódio. O ódio na maioria das vezes é proveniente de um desapontamento, algo que fere, machuca. Já o AMOR…hummm, o AMOR é poesia, é poético, transcendental! O amor confunde ao mesmo tempo que traz respostas. O amor nos faz chorar de alegria e por que não de dor?  

   Se Renato Russo que é Renato Russo um dia perguntou: “Quem inventou o amor, me explica por favor…” Como posso eu tentar explicá-lo? Só posso concluir que é algo que se sente…que primeiro vem de fora pra dentro(quando conhecemos “outro”) e que depois de um tempo vai de dentro pra fora(quando o que sentimos é tanto que explode…não cabe mais dentro de nós). É aí que entra o Poeta com toda a sua capacidade de passar para o papel o que de repente, “não mais que de repente” aflora e acaba sendo a agonia, as palavras que muitos um dia desejam ouvir ou desejam dizer e não conseguiram…

   Mas concordo com as palavras desse poeta…acredito que ele tenha descrito com altivez o que vem a ser o AMOR pra mim:

AMOR EM CHEQUE

(Danilo de Olivera)

 

Às vezes amar

É mais fácil que rimar

Versos simples

Com versos no infinitivo.

 

Amar é querer,

Ter, poder

Transformar prosa em verso,

E os sentidos em poesia.

 

Às vezes o ir e vir

Está em amar, em sentir

Sendo mais que perdulário

Em ser feliz.

 

Só quem ama

Como eu te amo, linda flor,

Sabe que amar não é verbo

E que sua rima é a dois.

 

Obs: Maria Aparecida hoje tá sentimental…hehehe!!!

Todo dia é dia…

 

 

   Não dá para imaginar a minha vida sem “um”. Impossível pensar na minha infância, na adolescência, na fase adulta e na velhice, sem “um”.  Aliás “um” não…eu não quero falar em números…para defini-los, melhor “inúmeros”.

   Quem não queria ter consigo um milhão de amigos??? Pra guardar do lado esquerdo do peito…pra brincar de boneca, pra jogar futebol de botão…pra sentar no chão e comer brigadeiro, pra ver revista de mulher pelada…pra falar que seu filho é lindo e jogar ele pra cima, pra tomar uma cerveja com você depois do trabalho…ou ainda pra sentar num banco de praça e observar os netos brincando no parque???

   Amigo pra mim é sinônimo de AMOR, “para todo o tempo e para o tempo todo”! Os que tenho, não penso em perder, não penso em subtrair. Nem gosto de matemática, mas nessa hora ela se aplica na minha vida já que o meu maior desejo é adicionar, multiplicar e por que não dividir? Já me tornei amiga das amigas de minhas amigas e já contribuí para que o contrário também acontecesse.

   Se choro tenho a quem recorrer, se é para rir, a piada se torna um tanto mais engraçada…sempre tenho alguém para completar!

   Amigas desde a escola, amigas desde o cursinho, amigas desde a faculdade e amigos desde ontem. Disse o poeta que “o valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade em que acontecem”. Algumas vezes  a “intensidade” é tanta, que começa pela antipatia! “Meu santo não bateu com o dela”, “não fui com a cara dele”…tempos depois…essas frases viram piadas e lembranças do quanto o ser humano pode se equivocar e atrasar momentos especiais!

   Nem sempre tudo serão, “flores, amores e blá blá blá”…mas há quem diga que: “se nunca brigou…então não é amigo”…há controvérsias. O meu círculo de amigos é feito de exceções…procuro captar neles as suas essências, suas particularidades, tomo emprestado suas coisas boas e também suas coisas ruins. Ruim, dependendo de quem analisa.

   Tenho amigos que me entendem só pelo olhar, outros que conversam comigo sobre a simetria do sorriso da Monalisa, uns que só de olhar pra minha cara dão risada, fico até me perguntando se meu nariz não está vermelho. Amigos que sabem dizer se realmente tô sofrendo ou se estou fazendo drama. Discuto com eles sobre a filosofia de Heráclito e minutos depois estamos falando sobre “Hermanoteu e Isaac na Terra de Godah”… Guardo meus “Queridos Amigos” numa prateleira…tenho para todas as ocasiões e procuro sempre deixar claro a importância que têm na minha vida, AMO com veemencia!

   Viver sem os MEUS amigos, “seria como querer cortar um rio a faca…”, portanto hoje, venho dizer que sou feliz por achar que  Todo Dia é Dia…

Aos meus Amigos!

Vestibulando…

  

   A cabeça dá um nó. Quando o dia vai se aproximando tudo o que se sente é uma expectativa, uma ansiedade que não te deixa em paz…mas vem também um alívio, a garantia de que você vai carregar um fardo a menos. Isso pra alguns…outros nem se abalam, relaxam tanto que os que não conseguem agir da mesma forma ficam espantados, incomodados.

   A palavra VESTIBULAR soa mesmo de forma diferente para cada um. E cada dia mais cedo tem se pensado nela. Mas é no Terceiro Ano que essa “responsabilidade” se intensifica. Será mesmo que uma pessoa com 17 anos tem noção, base e maturidade pra decidir o que ela quer ser supostamente pela vida inteira? É no mínimo relativo. Eu por exemplo, nunca fui uma aluna das piores, mas já sabia que na minha vida não “trabalharia”com números. As matérias de Exatas caiam como uma bomba na minha cabeça e as aulas de Física(como todos que acompanham meus textos sabem) eram filadas no banheiro na cia de mais 4 amigas. Não tô achando isso bonito não, na verdade tô aqui escrevendo, sabendo que isso de repente pode se voltar contra mim daqui há alguns anos, já que pretendo fazer a “burrice de casar e a sabedoria de ter filhos”!

   Ao sair do Colégio os destinos são um tanto previsíveis. Uns passam direto pra Faculdade, outros vão fazer os famosos Cursinhos pré-vestibular. Eu, fiz os dois. Aos 17 entrei numa faculdade de Comunicação – Publicidade e Propaganda, depois de 1 ano não tive mais como pagar as mensalidades de valor homérico o que me fez entrar no Cursinho para tentar uma faculdade pública. Na época achei mesmo que ia morrer por conta disso, hoje tô colhendo os frutos dessa “mudança” e por sinal tô bem satisfeita – Sorte!

   No Cursinho, as risadas, a preguiça de estudar todos aqueles assuntos, o medo de fracassar, as novas amizades, os professores e suas aulas geniosas e geniais eram fatos concomitantes, contribuindo para que o indivíduo fique ainda mais confuso. Medicina, Direito, Engenharia…seja lá o que for…eram pessoas e pessoas almejando os mesmos objetivos…querendo enxergar os mesmos horizontes. Lá, os “grandes mestres”, cada um com a sua personalidade, atraindo a atenção dos alunos, tentando deixar aqueles mais de 250 dias de aula um pouco mais leves. Quem aqui foi aluno de Naldo(de Física)? “Entra paralelooooooooo, entra pelo centrooooooooooooo…entra pelo vérticeeeeeeeeeeeeee…Quem não gostar, veste a roupa e vai embora… Supunhetemos que está aqui Seu Bingas…”, ou quem foi aluno de Edmundo(de Química)? “Meu nome é Edmundo, mas pode me chamar de Edworld…Mermããão, eu tenho medo de andar de avião, num vou mentir. Agora claro, tem aquela coisa, você só morre quando Deus quer, num tem isso não…mas, e se for o dia do piloto???…Eu quero morrer dando aula…”! As aulas rendem boas piadas, sem dúvida…mas com o passar do tempo tornam-se também desgastantes. Perde-se o estímulo um dia…o ânimo até pode voltar no outro… você leva pau em todos os vestibulares que faz…mas no ano seguinte, lá está você: Recomeçando, Revisando e Revendo os seus conceitos! Uma oração na parede da escrivaninha, acordando cedo e dormindo tarde na cia dos “módulos”, lendo frases de auto-ajuda, ouvindo seus familiares te cobrando ou incentivando, agarrando-se a uma música que pode ser inesquecível pra você: “… não diga que a canção está perdida, tenha fé em Deus tenha fé na vida, tente outra vez…não pense que a cabeça aguenta se você parar…”.

   Durante as provas somos aconselhados a dormir nem muito cedo, nem muito tarde, não adianta mais estudar, tudo o que poderia ter sido feito, já foi feito. Mas confesso, me surpreendo quando vejo a galera espalhada pelos bares, ou indo em alguma festa dia antes da prova. Não sei se essa minha opinião é careta ou se estamos evoluindo pra que o “vestibular” seja um acontecimento mais sóbrio na vida dos jovens, adultos e mais velhos. Cada um sabe mesmo o que é melhor para si, qual a maneira mais fácil de manter-se relaxado, qual caminho deseja seguir. As receitas e dicas são dadas, aconselhadas…mas,  IMPORTANTE MESMO É NÃO CHEGAR DEPOIS QUE O PORTÃO JÁ ESTIVER FECHADO!

  

Altas Horas…

 

 Vida inteligente na madrugada? Vamo ver… final de semana regado(no sentido literal da palavra) a muita chuva. Os ventos pareciam tão revoltados e o meu medo que faltasse luz aumentava de acordo com o barulho da chuva.

   Passei o fim de semana em cárcere privado. Seria injusto dizer que estive sozinha…já que o meu msn e a sua onipresença trouxeram algumas pessoas especiais para compor esse sábado e domingo de inverno.

   A razão maior para essa prisão domiciliar, além do tempo lá fora, foi uma matéria da faculdade assim denominada: Português III. Ao contrário do que alguns podem pensar, eu não tava analisando sintaticamente frase alguma…ainda tô numa etapa mais primitiva de estudo: “Processo de formação de palavras”. Galera, me pego fazendo exercícios que me fazem acreditar que estou na primeira série do primário. Ao mesmo tempo que a questão parece me subestimar…ela me dá uma rasteira…já que nunca tinha parado pra pensar de onde veio a palavra “monóculo”. Eu só tinha visto esse objeto em filmes e novelas de época…mas não havia me ocorrido que essa palavra vem de um hibridismo: mono=grego oculo=latim. Já cansei de ver as Escolas de Samba na Globo desfilarem no Sambódromo…mas daí a analisar que samba=uma palavra do português e dromo= uma palavra grega, já é outra história.

   Entre uma risada e outra na frente do computador, alguns copos de coca-cola com gelo(meu calmante)e um livro de Estrutura mórfica da Língua Portuguesa que parece nao ter fim…surge um dos meus maiores medos: constatar que vai começar o Zorra Total. É desesperador. Se vc não manter o equilíbrio pode até fazer uma besteira(escrever a palavra suicídio seria mórbido demais). Desliguei antes que o pior acontecesse, recorrendo ao Media Player.

   Uma derivaçao prefixal aqui…uma sufixal ali…e fui tendo consciência que o assunto tava fluindo…foi quando dei aquela parada pra “recreação”. Ligo a Tv…e no Altas Horas… “A melhor banda de todos os tempos da última semana” com os Paralamas do Sucesso apresentando juntos seus 25 anos de carreira. Eu ainda não sabia que teria a sorte de nascer…visto que só dei as caras por aqui 3 anos depois.

   Do que conheço dessa história? Muito pouco. A menos que valha, saber de cor a letra da maioria das músicas. Sei que o Arnaldo Antunes e o Nando Reis já fizeram parte dos Titãs…e que Marcelo Fromer faleceu há alguns anos. Ou ainda, que num acidente de avião Hebert perdeu a sua esposa e o movimento das pernas. Acontece que, o grande lance não são esses detalhes. Posso dizer que foi arrepiante ver aquelas duas Bandas tornando-se uma só…a música é um instrumento que de fato, me emociona.

   No relógio? Passam das 3h… e eu num “Caleidoscópio sem órbita” de tanto cansaço…mas vendo que o sábado foi produtivo…porque logo depois que escrevi “caleidoscópio”, concluí que trata-se de uma palavra originada por hibridismo.

   Tô tentando dormir, mas “eu fecho os olhos e tudo vem” e nem foi preciso apagar a luz…

DO PÂNTANO OU DO BOSQUE?

  

   Numa dessas festas de “camisa”, nem sempre colorida, como “nos” presenteia os “Muquifest”da vida(nera pra rimar não)…o ser humano está passível de viver as mais diversas sensações.

   Essas festas são realmente organizadas. Umas com bebida free, outras não…a ordem é: extravasar! São grupos e grupos de amigos reunidos…gente que não se conhece fazendo novas amizades, experimentando uma bebida nova…dançando uma música que de repente nunca ouviu e passando a gostar de uma banda que nem dava valor ou esculhambava totalmente…Desculpa aí Zezé di Camardo e Luciano, hehehe!!!

   Há quem diga que numa festa dessas, “não dá o que preste”. Depende. Vamos analisar. As mulheres…por assim dizer, avulsas…ficam um tanto mais “alegres”. Não sei se por conta da bebida, do clima, da galera ou da oferta! Sim, oferta! As pessoas entram num astral de liquidação, “ou tudo ou nada”, “não deixe para amanhã o que pode fazer hoje”e coisas do gênero. A “pegação”, as vezes se dá até com a ajuda das bandas…que antes de cantar uma música “X”, falam assim: “Essa é pra quem tá sozinho e tá afim de se armaaaaaar”…afinal de contas, o que os caras do Jammil querem dizer quando cantam: “Sou praieiro, sou guerreiro, tô solteiro, quero mais o queeeeeeeê…”, o povo fica em transe, embalado por esse refrão…aquele mar de gente com os braços pra cima cruzados, uma loucura!

   Um verdadeiro desfile de moda, homens e mulheres deslumbrantes(dependendo dos olhos de quem vê), diferentes…inventando moda…já que as camisas apesar de terem as mesmas cores e os mesmos símbolos estampados, contam com a criatividade de cada um…

   Independente do lugar onde essa festa está sendo realizada…ações vão se repetir…é natural. Alguém muito bêbado vai ser carregado festa a dentro ou festa a fora pelos amigos em direção ao Posto médico para tomar uma glicosezinha básica. Ou terá sempre, um “João brigão”, que estoura aquelas brigas que partem do nada…quem tiver na frente vai apanhar, mesmo sem saber o motivo…é um corre-corre um pega-pega, um Deus nos acuda que Valei-me Minha Nossa Senhora! Gente vomitando pelos cantos pra voltar a beber de novo, a famosa bulimia alcoólica, hehe! Se tiver uma boate então…Afff… essas “boates”  desrespeitam completamente as regras contraceptivas, é a famosa “Boate da Marmita”. A impressão que dá, é que quem entra vai sair com o bebê no colo. Já ia me esquecendo, do troca-troca de fichas…1 ficha de cerveja por 2 de água, 5 fichas de espetinho por 1 de cerveja, hehehe…um legítimo escambo! O que dizer então dos sites de foto, que ficam circulando no ambiente, trazendo a seguinte pergunta: “Será que eu poderia tirar uma foto de vocês?”…CLICK, aí vc recebe um cartãozinho com o endereço do site e quando vc chega em casa não sabe onde foi parar o tal cartão, já que na hora que você foi puxar o dinheiro do bolso o cartão caiu e você nem se deu conta.

   A camisa pode até ter custado mais de R$ 100 reais…o evento, dura quase 12 horas, mas os acontecimentos, as lembranças, encontrar pessoas queridas a cada 5 metros que vc ande tem um valor incomensurável. Fazer pose pras fotos, pisar no pé de alguém, fazer xixi em banheiro químico, pisar na lama, pular ao som daquela música irresistível e ainda ficar com a pessoa que você deseja??? P-E-R-F-E-I-T-O!

   Quando termina e você escuta alguém comentando sobre a festa…as análises são bem peculiares. Há quem diga que tinha “Toddynho” espalhado pelo chão todo(para definir que a festa estava cheia de “guris”)…há quem diga que teve que se transformar em São Jorge, para aniquilar os “dragões”…ou ainda que o forró ao invés de “do Bosque”, foi “do Pântano”…hehehe…maldade! Pra mim, foi DO BOSQUE!!!