Dois patinhos…

O que se espera na altura dos 22 anos?  Pra falar a verdade, eu nunca pensei direito no que estaria fazendo quando essa idade chegasse.    Mas ha sim uma coisa que eu sempre soube…falar sobre mim. Nao sei ao certo se isso e bom ou ruim, mas e que ja ouvi as pessoas falarem tantas coisas… A comecar por minha mae: “Helena Gabrielleeeeee, por que voce bateu no seu irmao menina??? Passe aqui agoraaaaaa” Garanto que nao havia argumentos diante daqueles gritos…por mais convincentes que eles fossem. Confesso que apesar dos tapas que levei (dados por ela) jamais guardei magoas…ja que logo apos vinha uma conversa, as vezes longa, outras nem tanto, mas o discurso era sempre o mesmo: “Eu faco isso pro seu proprio bem Helena Gabrielle” O mais engracado era a necessidade que ela tinha de repetir o meu nome completo… Aquilo pesavaaa, pesava muito sabe…eu era muito pequena pra aquele nome grandao. Com o passer dos anos, ela revesava…o nome duplo, algumas vezes transformava-se em “minha filha”.   O apelido “Gaby” eu nao sei ao certo  quem me deu, mas gostei, gosto muito. Assim me apresentei e ainda me apresento. Dessa forma sempre fui chamada por meu irmao, exceto, quando estavamos caindo de amores um pelo outro…era quando eu me tornava apenas “By”. Umas das coisas que mais valorizo na vida e o meu IRMAO…palavra escrita em “caps lock”, nao por capricho, mas por merecimento. Sinceramente sou apaixonada pela minha familia, cada um com as suas peculiaridades, obvio, defeitos temos todos.    Na vida escolar, eu achava curioso e por vezes ficava chateada com o fato de todos me chamarem HELENA. Eu falava pra mim mesma, inconformada: “Esse e o nome da minha mae, poxa”…mas era inutil…na hora da chamada era sempre esse nome que eu ouvia…impossivel nao me acostumar com ele. Quando a amizade vinha (e isso acontecia com certa rapidez, gracas ao meu jeito falante) tratava logo de falar que preferia ser chamada pelo apelido, e assim o faziam.   No que se refere aos meus amigos…ah! Doce tarefa esta. Nada melhor do que ouvir o seu proprio nome pronunciado e logo apos ser presenteada com uma qualidade…Engracada, divertida, sincera, amiga…intempestiva, egoista, polemica e autoritaria! Tentei equilibrar, afinal de contas…estou falando sobre mim. De certo, reuno sim estas “qualidades” aqui enumeradas e aos poucos tento suavizar algumas e enaltecer outras.   Considero-me saudozista, ja que volta e meia, me pego sentindo falta de coisas que nem vi, muito menos vivi.  Gosto tanto de sentir saudade que algumas vezes antes de dormir, fico tentando lembrar de fatos da minha infancia! Ate emociono minha mae repentinamente e repetidamente quando faco algumas perguntas…”Mae voce lembra daquele dia que num sei que…Mae sabe aquela vez que…” Acontece ate sem querer…    Saudades da decada de 80(Xou da Xuxa, Topogigio, pega – varetas, Giraya, Pogobol, Chicletes Adams, monta – tudo…), quando na verdade so vivi 4 anos dela. Saudades de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, quando na realidade so fui apresentada a eles com louvor depois dos 18.   Saudades de nao compreender as coisas que aconteciam ao meu redor, afinal de contas eu era uma crianca…Backstreet Boys e Spice Girls??? Melhor nem falar…uma doenca! Fase.  Descobri que a saudade sempre me acompanha, dia desses, ja que me apaixonei por uma pessoa que nem mora na mesma cidade que eu! Mas que importa… ouvi dizer que “saudade e coisa para todo o tempo e, de preferencia, para o tempo todo”. Um exemplo perfeito disto e a saudade que tenho de ouvir minha mae me chamando pelo nome completo…ela ja nao sente mais tanta necessidade de faze – lo. Sinal de que conseguiu cumprir a sua tarefa! Hoje, nao escuto mais esse nome ser gritado aos berros, acho que ja estou do tamanho dele: Helena Gabrielle Souza Ribeiro. Grande.

Eh Isso…

Devagando…   Depois de pensar um pouco, e mais e mais um pouco, decidi que seria uma boa criar um blog. Na realidade eu sempre vivia me perguntando pra que cargas d’ agua alguem cria um blog?? O que eh mesmo que eu tenho que escrever…quem vai ler? Decidi ver no que eh que vai dar,  quando dei por mim, jah tava criado, com nome e tudo.

   O que muitos devem estar se perguntando eh: “De onde ela tirou esse nome – Maria Aparecida”? Nao, nome de batismo nao mesmo, mas olha, bem que poderia…o “Aparecida” por vezes se aplica direitinho a mim, no sentido literal da palavra! Vivo ate em conflito com isso. Dia desses eu tava na aula de Sociologia, ministrada por um pessimo profissional (ufa, aqui tenho liberdade de expressao) e fui completamente podada pela vontade de falar e questionar, que por vezes salta da minha boca. Naquela hora…pensei…essa Universidade que vai me dar plenas qualificacoes na sociedade para ser Professora de Portugues/Ingles…eh a mesma que possui um professor que ameaca e substima seus alunos? Eh, ela mesma. Isso me levou a nao apenas tomar o caminho UEFS para simplesmente “aprender”…mais do que nunca, para interrogar!

   A expressao “patricinha” no nosso pais tem um sentido deveras pejorativo. Atribuido a garotas que seguem um padrao na maneira de se vestir, que adoram a cor ROSA e entre tantos bla bla bla, que nao tem nada na cabeca. Apesar dessa denominacao, acredito sim, ter uma “capa” “patricinha” na minha personalidade, mas acredite, eh soh a embalagem. E foi justamente neste quesito que o meu “professor de Sociologia” se apegou. Ele nao contava com a minha facilidade para me expressar e para argumentar as minhas ideias. Nao que eu esteja me vangloriando por isso, o objetivo aqui nao eh este, e sim, o grande erro que o ser humano comete em julgar os outros pela aparencia.